Não necessariamente.
Na mulher, a testosterona não deve ser interpretada apenas comparando um resultado isolado com o valor de referência do laboratório.
A dosagem pode ser útil em situações específicas, como na investigação de sinais de excesso de androgênios e no acompanhamento de mulheres que já estão em tratamento.
Quando falamos em reposição de testosterona, a indicação com melhor respaldo científico atualmente é para mulheres na pós-menopausa com Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), após avaliação adequada e exclusão de outros fatores que possam estar interferindo no desejo.
Lembre-se: mais importante do que se prender a um valor isolado de testosterona é avaliar os sintomas e todo o contexto clínico da mulher.
O exame complementa a avaliação, mas não determina sozinho a conduta. Testosterona não se repõe para corrigir um número. Repõe-se quando há indicação clínica.
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Dra. Larissa Barbosa Cruz
▪️ Ginecologia Geral e Regenerativa
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